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domingo, 28 de outubro de 2012

Matemáticos de Ouro

Estava em busca de informações para um artigo na disciplina de História da Matemática e encontrei o seguinte site: Matemáticos de Ouro que apresenta a biografia de alguns matemáticos importantes, dentre os quais dois brasileiros. É possível pesquisar pelo nome ou pela nacionalidade do matemático, portanto facilita bastante quando estamos em busca de informações especificas sobre alguma personalidade de destaque nessa ciência maravilhosa. 
É um página feita por alunos do Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa na disciplina de Interdisciplinariedade Ciências-Matemática, sendo que a partir do endereço http://www.educ.fc.ul.pt/icm/ é possivel acessar outras páginas, feitas entre 1998 e 2004, todas com conteúdos e curiosidades de matemática. 
Espero que gostem da sugestão.

terça-feira, 23 de outubro de 2012

7 softwares que todo professor de Matemática tem que usar

Mais uma postagem da série "Copiado integralmente", mas o conteúdo é super útil, inclusive porque estamos num curso de licenciatura....


Todas as atividades que competem a um professor de Matemática, seja de nível fundamental, médio ou superior, não se resume apenas em aulas expositivas ou atividades escritas, cópias de livros, apostilas, etc. Desde o seu planejamento até as execuções das avaliações, é necessário ter, para uma melhor organização, um conjunto de ferramentas capazes de agilizar e facilitar todo o processo educacional, desde o professor até o  estudante.

Neste sentido, a Informática nos dá uma infinidade de softwares capazes de auxiliar o desenvolvimento de nossas atividades como professor de Matemática e em outras áreas também. A variedade de programas disponíveis na internet é tanta, que nos deixa numa difícil tarefa de escolher quais os softwares mais adequados para cada tipo de atividade.
A seguir destaco uma lista de 7 programas essenciais, que particularmente, utilizo todos os dias, seja para dar aulas, digitar fórmulas complexas de equações, desenhos geométricos e outras atividades. 

Excel
Este software comercializado pela Microsoft, é uma poderosa ajuda para várias tarefas matemáticas e organizacionais. O Excel nos possibilita a construção de planilhas para explorar conteúdos matemáticos que são normalmente estudados somente em livros com gráficos simples.

Já escrevi aqui no blog sobre como fazer uso do Excel em sala de aula em vários artigos. Como construir gráficos de funções, resolver equações matriciais e equações do 2º grau, estudo de frações, entre outros. 

Também mostrei como se organizar melhor utilizando planilhas automatizadas. 


E caso não tenha habilidades com este software, faça um curso de Excel 2010 gratuito e aplique nas aulas de Matemática.

Libre Office
O Libre Office é uma suite de aplicativos composta pelos softwares Impress (correspondente ao PowerPoint), Writer (corresponde ao Word), CalcMath e Draw. O Calc corresponde ao Excel da Microsoft e o Math é um poderoso editor de equações. Acesse o post Implemente as aulas de Matemática com o LibreOffice Calc para mais informações. Estes aplicativos são nativos no sistema operacional Linux Ubuntu.

Google
Quanto ao Google sou suspeito para escrever alguma coisa. Muitas pessoas desconhecem o poder de seu buscador. Poucas pessoas sabem que ele é uma calculadora poderosa e que está em constante atualização. 

Veja alguns artigos que escrevi:

Geogebra
Escrito em Java, permite ser executado nos sistemas operacionais mais usados no mundo todo. Sua função vai muito além de desenhar gráficos, polígonos, etc. É uma ferramenta indispensável para qualquer professor de Matemática. Usando o mínimo de criatividade consegue-se aplicar este software desde a Matemática elementar à Matemática de nível superior.

Mais detalhes e como obter o Geogebra, acesse o post Geogebra no Ubuntu. No final do post tem todos os links para download de acordo com o sistema operacional que você usa.

Extensões para o navegadores de internet
Utilizar extensões é uma das melhores formas de trabalhar o Ensino de Matemática em sala de aula, pois é de simples instalação e configuração. Sem se falar que a usabilidade se torna mais fácil num laboratório de Informática.

Algumas extensões indispensáveis para o Google Chrome e Firefox.

Editor de equações Latex
As vezes, nem sempre um editor de equações é suficiente para um determinado tipo de tarefa. Ter um editor de equações Latex online é muito importante. O editor que uso para inserir equações no blog e em algumas atividades escolares é o LaTeX Online Equation Editor. Acesse o post Alternativa para editor de equações Latex online para mais detalhes.

Kmplot
Se não estiver enganado, o Kmplot foi o primeiro software livre que conheci, e, desde então venho usando para diversas funções. A principal delas é de esboçar gráficos cartesianos e polares. O programa é muito intuitivo, sendo fácil de manipular.

Acesse os artigos:
Kmplot - Plotador de funções matemáticas (introdução)

Espero que gostem desta lista. Fique a vontade para expor quais softwares você usa para suas atividades.

sábado, 29 de setembro de 2012

Matemática e Poesia


Quando ouvimos falar em interdisciplinariedade é muito comum tentar estabelecer alguma ligação entre a Matemática e a Biologia ou Geografia, mas raramente encontramos alguma atividade que envolva Matemática e Língua Portuguesa. Uma sugestão então é utilizar a "Poesia Matemática" onde pode-se analisar os versos e rimas, e também pesquisar ou relembrar alguns conceitos matemáticos.


Poesia Matemática
Millôr Fernandes

Às folhas tantas
do livro matemático
um Quociente apaixonou-se
um dia
doidamente
por uma Incógnita.
Olhou-a com seu olhar inumerável
e viu-a do ápice à base
uma figura ímpar;
olhos rombóides, boca trapezóide,
corpo retangular, seios esferóides.
Fez de sua uma vida
paralela à dela
até que se encontraram
no infinito.
"Quem és tu?", indagou ele
em ânsia radical.
"Sou a soma do quadrado dos catetos.
Mas pode me chamar de Hipotenusa."
E de falarem descobriram que eram
(o que em aritmética corresponde
a almas irmãs)
primos entre si.
E assim se amaram
ao quadrado da velocidade da luz
numa sexta potenciação
traçando
ao sabor do momento
e da paixão
retas, curvas, círculos e linhas sinoidais
nos jardins da quarta dimensão.
Escandalizaram os ortodoxos das fórmulas euclidiana
e os exegetas do Universo Finito.
Romperam convenções newtonianas e pitagóricas.
E enfim resolveram se casar
constituir um lar,
mais que um lar,
um perpendicular.
Convidaram para padrinhos
o Poliedro e a Bissetriz.
E fizeram planos, equações e diagramas para o futuro
sonhando com uma felicidade
integral e diferencial.
E se casaram e tiveram uma secante e três cones
muito engraçadinhos.
E foram felizes
até aquele dia
em que tudo vira afinal
monotonia.
Foi então que surgiu
O Máximo Divisor Comum
freqüentador de círculos concêntricos,
viciosos.
Ofereceu-lhe, a ela,
uma grandeza absoluta
e reduziu-a a um denominador comum.
Ele, Quociente, percebeu
que com ela não formava mais um todo,
uma unidade.
Era o triângulo,
tanto chamado amoroso.
Desse problema ela era uma fração,
a mais ordinária.
Mas foi então que Einstein descobriu a Relatividade
e tudo que era espúrio passou a ser
moralidade
como aliás em qualquer
sociedade.

  

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Mais uma sugestão...

o site do curso de Matemática da Universidade Federal do Paraná- UFPR, tem link's tanto para os cursos de graduação(licenciatura e bacharelado) quanto para as pós-graduações (especialização, mestrado e doutorado).
Vale a pena dar uma olhada, sempre tem atualizações de eventos ou palestras, para quem quiser participar, mesmo quem não estuda lá.
E se quiser conhecer o local, professores e quem sabe até estudar lá, uma sugestão é o Curso de Verão (http://www.mat.ufpr.br/verao/index.html). Fiz o Curso de Verão de Tópicos de Álgebra Linear em janeiro/fevereiro de 2011 e não me arrependi. Além do curso de Algebra Linear, participei de vários minicursos, simpósios e palestras, e apesar de não conseguir acompanhar tudo que vi (afinal, tinha apenas terminado o 2º ano da graduação) foi muito interessante para ter uma visão de que a matemática vai muito além do que vemos na faculdade...

Sugestão de site sobre Matemática

Mais uma sugestão de site sobre matemática: http://pessoal.sercomtel.com.br/matematica/
feito pelo professor Ulysses Sodre, pode-se encontrar muita coisa sobre matemática lá, mas a parte que eu achei mais interessante e não conhecia até então é essa: http://pessoal.sercomtel.com.br/matematica/alegria/problemas/pcriativ.htm que traz uma série de problemas (ou quebra-cabeças) que podem ser resolvidos das mais variadas formas.
Além disso, tem muita coisa útil tanto para o ensino fundamental e médio quanto para o ensino superior, (várias vezes acabei chegando lá por acaso quando procurava por explicações para algum conteúdo de aula, na internet). Vale a pena dar uma olhada...


segunda-feira, 16 de abril de 2012

Internet na Escola?



Muito se fala hoje em dia em inclusão digital, fazer parte do mundo da informática, mas devemos levar em conta que a informática também deve fazer parte do nosso mundo, das nossas vidas, inclusive na sala de aula. Mas para isso, não basta apenas colocar um ou vários computadores com internet na sala de aula, mas sim saber utilizá-los e tirar deles o maior proveito possível. Isso não significa que devemos ser experts em todos os seus recursos, mas ter um mínimo de domínio das ferramentas que nos podem ser úteis na área da educação e estar aberto as inovações tecnológicas que possam surgir.
Dentre as inúmeras ferramentas pedagógicas que podemos encontrar na internet, vamos falar mais especificamente sobre o blog, a wiki, e a webquest, pois alem de serem as mais acessíveis, por sua simplicidade na hora de fazer as edições e postagens, quando bem utilizadas podem contribuir e muito para a aprendizagem dos alunos. Destacaremos as vantagens e desvantagens de cada um desses recursos, bem como daremos um olhar sobre cada um deles a partir do ponto de vista do aluno e do professor.
Comecemos pelo Blog. Sem dúvida é um dos meios de expressão de opinião mais utilizados hoje em dia, desde crianças e adolescentes, até profissionais das diversas áreas utilizam o blog para postar novidades acerca de um assunto de seu interesse, curiosidades e opiniões sobre os mais variados assuntos. Para o professor, manter um blog pode ser útil para aprofundar o conhecimento da turma sobre determinado assunto trabalhado em sala de aula, e também despertar a curiosidade dos alunos sobre outros assuntos, contribuindo assim para a sua formação geral, não só em uma matéria específica. A vantagem do blog é que as postagens seguem uma ordem cronológica, então, quando o aluno acessar a página, de imediato já é possível ver se o professor postou alguma novidade ou não. Para o aluno é interessante ter um blog voltado à sua aprendizagem para poder postar e compartilhar com os colegas o que ele aprendeu e no que ele ainda tem dúvidas, assim o professor também pode acompanhar seu desenvolvimento e ajudar no seu aprendizado, mesmo à distancia. Porem, manter um blog para cada matéria que o aluno tem na escola é meio trabalhoso, enquanto que utilizar um blog só para todas as matérias pode fazer com que o professor gaste mais tempo do que o disponível para visitá-lo se não houver uma certa organização.
O maior exemplo de que a Wiki funciona é a Wikipédia. Podemos até dizer que quem nunca utilizou um artigo de lá para se informar sobre algum assunto, mesmo que informalmente, não sabe como utilizar a internet. Apesar de ser uma pagina de escrita colaborativa, onde qualquer pessoa pode editar, e por isso mesmo não ser cem por cento confiável, é um dos meios mais rápidos de descobrir alguma coisa na internet, pois funciona como um dicionário, só que mais amplo, ao invés de dar apenas o significado das palavras possui algo a mais escrito, que pode ser desde um resumo, uma introdução, até uma abordagem completa sobre o assunto. Para o professor, ter uma wiki é quase como manter um site sem custo, onde o conteúdo pode ser postado e editado em uma ordem não necessariamente cronológica como no blog, com links para outras páginas, ou outros assuntos, assim ficando mais organizado e de fácil acesso. Para os alunos, editar a wiki durante a aula pode ser um meio de aprender em grupo, pois se um aluno postar alguma coisa errada, outro aluno pode ver e arrumar ou pedir para que o autor corrija. Porem, um ponto contra é que enquanto o blog aparentemente tem uma cara mais informal, e a postagem de curiosidades e opiniões é mais livre, a wiki, em contrapartida, parece-me mais formal, muito mais voltada para a sala de aula e seus conteúdos específicos, o que por vezes, se não for bem utilizada, pode causar um cansaço maior nos alunos, devido justamente à essa seriedade.
Por fim, a Webquest nasceu para a sala de aula. Para o professor é um local onde ele expõe uma atividade, orienta como fazê-la e os objetivos que deseja atingir. Para os alunos, utilizar o computador e a internet para aprender é muito mais atrativo do que o quadro ou o livro didático, por isso esse modo de ensino pode funcionar. Porem se uma atividade não for bem apresentada, com processo e objetivos bem definidos, pode deixar os alunos ainda mais “perdidos” e desinteressados da aula, mesmo tendo esses recursos ao seu dispor. Logo, a webquest não é um modo mais fácil do professor dar uma aula, mas um meio alternativo para ensinar, nem melhor nem pior que o tradicional.
Mas afinal, qual deles devo usar?
Tudo depende dos objetivos da aula. A webquest, pode-se dizer é feita pelo professor e para os alunos e utilizada em um conteúdo especifico. A wiki e o blog são mais contínuos, mas seu uso excessivo pode cansar os alunos, que normalmente utilizam a internet como forma de lazer. Defender estritamente o uso de um desses recursos (ou de todos eles) depende muito da forma como o professor dá encaminhamento à aula e do domínio que tem sobre os mesmos. Enquanto alguns professores conseguem manter o interesse dos alunos durante todo o ano letivo utilizando o mesmo recurso, outros mal conseguem que os alunos concluam uma postagem ou atualização, devido ao tipo de atividade que propõe. O mais certo que é q a internet deve complementar a atuação do professor em sala de aula, seja tirando dúvidas, propondo exercícios ou apenas interagindo com os alunos fora da escola, não querendo que a presença do professor seja integralmente substituída.